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OSTEOPOROSE

 

Uma doença que se manifesta, em menor escala no homem, em idosos, jovens e crianças.  É difícil imaginar que mulheres jovens, magras e atléticas possam ser vítimas de uma fratura de fêmur (osso principal da perna - coxa) por motivo de descalcificação óssea. Pesquisas mostram que atletas femininas que fazem dietas e não ingerem a quantidade ideal de cálcio estão entre os grupos de maior risco para desenvolverem osteoporose, quando atingem a faixa dos 50 a 60 anos de idade.

Estatísticas americanas mostram que, nos próximos 3 anos, 20 milhões de idosos estarão sujeitos a essa doença silenciosa, que ataca sem provocar dor. Embora atinja ambos os sexos, idosos, crianças e jovens, as maiores vítimas são as mulheres, na proposção de 1 para 6.  

O ortopedista Horst Weber, professor da Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP, explica que "o osso não é um tecido inerte, mas um órgão complexo e dinâmico, que está em constante atividade, em processo contínuo de desde o nascimento até a morte do indivíduo". Na idade adulta, diz Weber, os ossos podem deixar de crescer em comprimento, mas continuam a ganhar massa até os 35 anos de idade. Na fase adulta, o tecido ósseo já esta pronto e é quando de 10 a 30% do esqueleto se renova anualmente. Independente do tipo de osso que a pessoa recebe como herança genética, sabe-se que a densidade óssea o indivíduo pode aumentar de 10 a 15%.   

 

O melhor período de vida para se ter uma boa reserva óssea é mesmo da primeira infância até os 35 anos, quando se torna necessária uma boa alimentação, rica em cálcio, com a prática de exercícios físicos que ajudam a aumentar a densidade óssea, o que permitirá futuramente a agüentar os "saques" que acontecem depois dos 30 aos 40 anos de idade. É neste período que homens e mulheres perdem cerca de 0,5% de massa óssea por ano. Depois da menopausa entretanto, a osteoporose aparece quando ocorre a falta de estrogênio, explica a reumatologista Vera Lúcia Szerjnfeld, da UNIFESP. E acrescenta: "quando os níveis hormonais diminuem, o ritmo de construção dos novos tecidos ósseos, ficam mais baixos que os de destruição. Com este desequilíbrio, ossos perdem a densidade e ficam mais frágeis, porosos e quebradiços. Esta doença pode ataca todo o esqueleto, porém atingem com maior freqüência o "punho", "vértebras"e "costelas". O mais dramático é a fratura do osso do fêmur, onde estimativas mostram que 50% das mulheres com osteoporose quebram o fêmur ou os quadris, e 25% apresentarão também complicações circulatórias provenientes destas fraturas, que podem até levar à morte, caso não acompanhada por um médico. 

SINTOMAS

Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Os casos mais graves são aqueles identificados através de exames radiográficos realizados devido a pequenos acidentes domésticos, como subir um degrau, pegar uma criança no colo ou sentar-se no sofá, causando fraturas de fêmur ou de punho, pois a evolução da doença geralmente não é acompanhada da sensação de dor. Nos casos dolorosos, os outros sintomas que surgem são: dor aguda no meio da coluna, tolerância diminuída para exercícios simples, perda de peso inexplicável (quando não está em dietas ou regimes) além de dores sem localização definida. A descoberta deste problema tem gerado nos últimos anos uma preocupação na classe médica com o enfoque em preservar a integridade da massa óssea de seus pacientes, e com isso melhorar a sua "qualidade de vida". 

PREVENÇÃO

Como fator básico de prevenção, segundo a Lúcia Szerjnfeld, os exercícios são importantes, pois a cada passo que a pessoa dá, os cristais de cálcio depositados nos ossos da perna, sofrem compressão e descompressão mínimas, que estimulam a formação óssea. A importância dos exercícios físicos advém da década de 60 quando do retorno dos astronautas a terra depois da viagem a lua. Percebeu-se que os mesmos chegaram a perder até 40% de sua massa óssea, e concluíram após análise, que essa perda se referiu à falta de atividade física derivada da ausência de gravidade. O tripé para a prevenção da osteoporose é:

1º) A reposição hormonal;

2º) Alimentação equilibrada, com boa ingestão de cálcio;

3º) Exercícios físicos adequados;

Apesar de sua gravidade, a doença pode ser tratada, atenuada, ou até estabilizada. Para isso é importante começar a se preocupar cedo, pois com uma perda de até 10% de massa óssea, o problema pode ser um sucesso. Lembre-se sempre, a prevenção é a maior arma contra todas as doenças. E para isso, procure SEMPRE um médico, pois só ele pode lhe ajudar a manter a saúde e uma melhor "QUALIDADE DE VIDA". Nunca se automedique.

Fonte: Revista Medicina Social, ano XIII no 148